Fone: 11 5055-6494  |  11 5055-2438
Whatsapp da Sociedade
Associe-se à
SBRH
Renove sua Anuidade
Área do
Associado

Comitê: Psicologia

A importância da Psicologia na discussão de casos clínicos na reprodução humana

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email

A importância da Psicologia na discussão de casos clínicos na reprodução  humana 

Autoras: Arielle Rocha de O. Nascimento, Valéria Teixeira 

Comitê de Psicologia SBRH: Arielle Nascimento, Cássia Avelar, Débora Farinati, Flávia  Giacon, Helena Montagnini, Helena Prado, Juliana Roberto dos Santos, Kátia Straube, Lia  Mara Dornelles, Luciana Leis, Rose Marie Melamed, Simone Perelson, Valéria Teixeira,  Vanya Dossi. Coordenadora: Helena Prado.  

Highlight: 

A clínica em reprodução humana ultrapassa os aspectos técnicos e  biológicos do tratamento, sendo atravessada por histórias,  expectativas, frustrações e diferentes formas de vivenciar esse  percurso. Nesse contexto, as inquietações da equipe diante dos casos  podem constituir-se como elementos importantes para ampliar o olhar  sobre a dimensão subjetiva dos pacientes. A discussão de casos  clínicos apresenta-se, assim, como um dispositivo de cuidado  compartilhado, favorecendo a articulação entre diferentes saberes, a  construção de manejos singulares e a reflexão sobre os efeitos que  cada caso produz também na própria equipe. Nesse processo, o  psicólogo exerce uma função matricial, contribuindo para que a equipe desenvolva maior repertório para reconhecer, acolher e  sustentar a dimensão subjetiva presente em sua prática cotidiana.  

Introdução 

A clínica em reprodução humana é permeada por elevada complexidade. Além dos aspectos  técnicos e biológicos, recebemos diferentes histórias, atravessadas por frustrações, dores e  perdas, que vêm imbricadas com expectativas e com o sonho de ter um filho. Sujeitos que,  por conta de suas singularidades, lidam de formas diferentes com o tratamento: uns, mais  práticos, precisarão de dados e estatísticas para avançar; outros assumem uma posição  amedrontada diante das incertezas das etapas; alguns têm a necessidade de destinar  constantemente à equipe suas dúvidas e preocupações; outros, diante dos limites do  tratamento, ficam mais reativos, podendo até mesmo direcionar certa agressividade para a  equipe. 

Tantas histórias, demandas e singularidades que atravessam a clínica podem suscitar  inquietações na equipe que atua nos tratamentos reprodutivos. Tais inquietações, ao invés de  serem vistas como obstáculos no cotidiano do trabalho, podem constituir-se como elementos  importantes para a reflexão sobre a prática profissional e para a construção de ferramentas que ampliem o olhar da equipe para os aspectos subjetivos. 

Entende-se, aqui, que a discussão de casos clínicos pode operar como esse espaço de reflexão e construção. A reunião de diferentes saberes, amplia a compreensão dos casos, e como todo encontro fecundo, produz transformações nos modos de saber/fazer. Tais mudanças  ganham maior consistência quando, em vez de serem experimentadas por uma pessoa ou  especialidade isoladamente, são construídas de forma compartilhada e transdisciplinar. 

Discussões de casos clínicos: ferramenta de cuidado em equipe 

O sofrimento na reprodução assistida nem sempre se apresenta de forma evidente. Muitas  vezes, ele circula de maneira silenciosa, atravessando o paciente antes mesmo que consiga  encontrar palavras para aquilo que está vivendo. Está na angústia de desejar intensamente  uma gravidez e, mês após mês, receber a confirmação de que ela não aconteceu. Está na  ansiedade que começa antes mesmo do teste, na espera pelo resultado, na expectativa de cada  ultrassom, na contagem dos dias, dos folículos, dos embriões. Está no medo de mais uma vez  criar esperança e precisar lidar com uma nova frustração.  

Para algumas pessoas, precisar da fertilização in vitro pode ser vivido como uma ruptura com  a ideia de uma maternidade ou paternidade que imaginavam acontecer de maneira espontânea. Surge a pergunta: “Por que comigo precisa ser assim?”. E, muitas vezes, junto  dela aparecem sentimentos difíceis de nomear: impotência, culpa, vergonha, raiva, inveja,  tristeza e até a sensação de fracasso diante do próprio corpo.  

Os protocolos de estimulação, as taxas de fertilização, os índices de sucesso, todo esse  aparato, indispensável e rigoroso, descreve processos biológicos, mas não alcança sozinho  aquilo que se passa no sujeito que os atravessa.  

A discussão de casos, ao incluir a complexidade das histórias, pode ser compreendida como  uma ferramenta de cuidado, e não apenas como uma reunião administrativa ou técnica. Nesse espaço, a equipe pode sustentar uma postura que ultrapassa a busca por respostas  imediatas ou pela resolução pragmática das questões apresentadas, que se limita a decidir qual conduta ou protocolo será adotado. Ou seja, ao deslocar-se de uma posição que  demanda respostas rápidas para outra que se interessa por fazer novas perguntas, abre-se caminho para interrogar de forma ampliada o que se apresenta no caso, os efeitos que ele  produz na equipe e os modos como esta se implica no cuidado.  

  • Há algo na história desse paciente que deveria ser considerado na decisão clínica? ● Como ela está vivendo esse tratamento? 
  • O que já aconteceu nessa trajetória? 
  • O que esse resultado significa para ela? 
  • Como estamos comunicando nossas decisões? 
  • O que a equipe está percebendo, mas ainda não conseguiu nomear? 
  • O que esse caso provoca na própria equipe?

Às vezes, aquilo que incomoda a equipe em determinado caso pode ser justamente o que  merece ser pensado, e não simplesmente corrigido ou resolvido. Uma paciente que chora  muito, um casal que discorda entre si, alguém que insiste em determinada conduta ou uma  reação considerada “exagerada”, são situações corriqueiras entre os pacientes em tratamento  que podem despertar impasses e inquietações na equipe. Olhar de forma sensível e  compartilhada para esses efeitos pode ajudar a compreender tanto o caso quanto o modo como a própria equipe está implicada nele.  

Nesse contexto, a presença do psicólogo cumpre uma função dupla: de um lado, ele ajuda a  equipe a identificar as necessidades de um caso, estando disponível para oferecer a escuta  especializada ao paciente. De outro, o psicólogo ajuda a equipe a reconhecer que toda  interação com o paciente, mesmo a mais técnica, carrega uma dimensão subjetiva. Uma  explicação sobre dosagem hormonal, um agendamento de transferência embrionária, uma  notícia sobre resultado de beta hCG, nenhum desses momentos isola os aspectos subjetivos.  Cada um deles é recebido por um sujeito que traz consigo sua história e suas fantasias.  

Ao ocupar esse lugar de articulação, o psicólogo não se coloca como um profissional à parte,  chamado apenas nos momentos de crise, mas como alguém que contribui para manter a  sensibilidade da equipe aguçada.  

Assim, a discussão do caso pode também auxiliar a equipe a perceber como ela é afetada  diante de algumas histórias e desfechos, quais manejos consegue mobilizar e onde encontra  maiores dificuldades. Essa posição implicada se desdobra não só em uma postura de  acolhimento frente a essas histórias, mas também desenvolve na equipe um olhar ampliado  que passa a considerar em todo o seu processo de cuidado a dimensão subjetiva.  

Com o tempo, esse trabalho tende a fazer com que médicos, enfermeiros, embriologistas, etc.  estejam mais afinados com os impactos subjetivos dos tratamentos e atentos aos sinais sutis  de sofrimento, mesmo quando eles não são verbalizados diretamente.  

Essa perspectiva encontra ressonância na experiência do apoio matricial em saúde mental  no SUS, concebido como uma estratégia de construção compartilhada do cuidado, na qual a  discussão de casos e a troca entre diferentes saberes ampliam os recursos das equipes para  lidar com situações que envolvem sofrimento psíquico. Essa direção visa a construção  conjunta de possibilidades de cuidado, favorecendo a corresponsabilização e a ampliação da  capacidade da própria equipe.  

Considerações finais  

Todo tratamento de fertilidade faz parte de uma história que começou antes dele: desejos  construídos ao longo do tempo, tentativas anteriores, perdas gestacionais, silêncios familiares  e expectativas sociais sobre o que significa “ser mãe” ou “ser pai”.  

Quando essa dimensão histórica é considerada pela equipe da clínica, o caso deixa de ser  apenas uma sequência de exames e protocolos e passa a ser situado na complexidade da  experiência de cada pessoa ou casal. 

Compartilhar esses casos entre equipe possibilita a criação de manejos singulares no trabalho,  bem como reafirmar que os saberes isolados não dão conta dos vários aspectos que  atravessam o corpo, a subjetividade e as histórias que chegam na clínica da reprodução  humana. 

A presença da psicologia na equipe de reprodução humana não é apenas atender os pacientes  em sofrimento, mas também essa função matricial onde, através das discussões de caso,  contribui para que a equipe desenvolva maior repertório para reconhecer, acolher e sustentar a  dimensão subjetiva presente em sua prática cotidiana.  

Referência 

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia prático de matriciamento em saúde mental. Brasília: Ministério  da Saúde, 2011.

Boletim – SBRH – Comitê de Enfermagem 

 

O orçamento como instrumento de cuidado: a contribuição da enfermagem na jornada da reprodução assistida

 

Autoras: Laura Aires Cavalcante Leite

Juliana Assi

Mariane Cristina Carlucci Molina Félix

 

A jornada de um tratamento de reprodução assistida se organiza em etapas técnicas sucessivas, cada uma com custos próprios que se distribuem ao longo do processo. Estudo brasileiro que estimou os custos de implantação de um serviço público de reprodução humana assistida calculou o procedimento de fertilização in vitro (FIV) com ICSI em R$ 18.829, dos quais 43% correspondem a material de laboratório (ENTRINGER et al., 2023). Na maior parte dos casos brasileiros, porém, esses valores são custeados diretamente pelo paciente, o que faz da clareza do orçamento parte da própria condição de acesso ao tratamento.

Nesse cenário, o orçamento é definido como uma proposta comercial detalhada enviada pelo prestador ao cliente antes do início do trabalho, contendo a estimativa de custos, prazos e condições de execução, deixando, dessa forma, de ser um documento estritamente financeiro e passando a funcionar também como instrumento de comunicação entre o serviço e o paciente.

A legislação brasileira reforça esse caráter informativo. O Código de Defesa do Consumidor determina que “o fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços” (BRASIL, 1990, art. 40). O que a norma exige em termos de discriminação de valores, a prática assistencial exige em termos de compreensão: não basta que os itens estejam listados, é preciso que o paciente entenda o que cada um representa em seu tratamento.

Este boletim discute a importância do conhecimento técnico dos profissionais de enfermagem sobre as etapas dos tratamentos de reprodução assistida para a adequada orientação dos pacientes quanto ao planejamento e aos custos envolvidos em sua jornada.

 

Conhecimento técnico como base da orientação

O fortalecimento das competências financeiras dos líderes de enfermagem favorece o equilíbrio entre a otimização dos custos e a qualidade da assistência e contribui para a sustentabilidade dos serviços de saúde (ISMAIL et al., 2025). O domínio da elaboração orçamentária desenvolve, ainda, competências de gestão de recursos, planejamento estratégico e tomada de decisão, com reflexos diretos na eficiência do desempenho profissional e nos resultados alcançados (FAUER; WILSON, 2024).

Na apresentação de um orçamento de FIV, é comum que o paciente ou o casal levante dúvidas que ultrapassam o aspecto financeiro. Para respondê-las, o profissional responsável pela orientação precisa conhecer as diferentes etapas do tratamento e traduzi-las em linguagem clara e acessível.

Um exemplo é a biópsia embrionária, procedimento em que algumas células do embrião são retiradas para o teste genético pré-implantacional. O casal precisa compreender por que convém biopsiar o maior número possível de embriões elegíveis ainda no ciclo em que foram obtidos: o descongelamento e a manipulação posterior envolvem riscos que devem ser esclarecidos previamente.

 

Add-ons: onde a orientação exige mais cuidado

Raciocínio semelhante se aplica aos add-ons, tratamentos ou tecnologias adicionais associados às técnicas de reprodução assistida com a proposta de aumentar as chances de sucesso. Aqui, porém, a orientação exige um cuidado adicional. A Human Fertilization and Embryology Authority (HFEA) classifica os add-ons por nível de evidência em uma escala de cinco categorias, e boa parte dos recursos avaliados permanece em categorias que indicam evidência insuficiente, ausência de efeito demonstrado ou preocupação de segurança (HFEA, 2026). Não se trata de desqualificar essas tecnologias, mas de reconhecer que o paciente que as encontra listadas em um orçamento precisa entender em que grau de evidência a indicação se apoia.

Toma-se como exemplo a seleção espermática por microfluídica em um paciente com alteração na taxa de fragmentação do DNA espermático (dano ao material genético do espermatozóide que pode comprometer o desenvolvimento embrionário). Revisão sistemática recente aponta redução significativa da fragmentação e melhora em desfechos reprodutivos com a técnica, mas os próprios autores ponderam que sua incorporação rotineira ainda não se justifica em termos de custo-efetividade, recomendando o uso em casos selecionados de alta fragmentação (GISBERT IRANZO et al., 2025). 

Assim, o profissional de enfermagem que conhece esse contexto antecipa que o item gerará dúvidas na leitura do orçamento e verifica se o paciente ou o casal compreende sua finalidade e a razão da indicação naquele caso específico. Ao identificar lacunas ou sinais de que a indicação não foi devidamente compreendida, aciona a equipe médica para complementar e reforçar as informações clínicas necessárias à tomada de decisão.

O orçamento como momento de escuta

A apresentação do orçamento revela o nível de compreensão do paciente ou do casal sobre o tratamento proposto. Nesse momento, a enfermagem atua como elo entre a equipe médica e o paciente: esclarece dúvidas, identifica lacunas de entendimento e facilita a compreensão tanto das etapas clínicas quanto do percurso financeiro.

A literatura sustenta a relevância desse cuidado, com a revisão sistemática que reuniu mais de 21 mil pacientes, identificou que questões financeiras respondem por cerca de 9% das razões de descontinuação do tratamento de fertilidade, proporção que se eleva de forma expressiva após ciclos sem sucesso, chegando a metade das menções nesse subgrupo. Os autores destacam que pacientes bem informados, com espaço para discutir valores e preocupações, decidem sobre a continuidade do tratamento de maneira mais autônoma (GAMEIRO et al., 2012). 

Compreender o percurso financeiro desde o início é, portanto, um fator de sustentação da adesão, não apenas uma formalidade administrativa.

Recomendações

As recomendações a seguir tratam de tradução e verificação de entendimento. Não se referem à indicação terapêutica nem à negociação comercial, que permanecem, respectivamente, sob responsabilidade da equipe médica e do setor administrativo do serviço.

 

Inserir a equipe de enfermagem na elaboração do orçamento. 

Sua proximidade com o paciente e seu conhecimento das diferentes etapas da assistência resultam em orçamentos mais alinhados à jornada assistencial, contemplando procedimentos, insumos, medicamentos e demais necessidades previstas ao longo do tratamento. Integrada à equipe multiprofissional, a enfermagem amplia a visão sobre os custos envolvidos e torna o planejamento financeiro mais claro, organizado e coerente com as necessidades do paciente.

 

Realizar um acolhimento individualizado após a definição da conduta médica. 

Esse encontro se destina a identificar dúvidas sobre a proposta terapêutica e a apresentar, de maneira sensível e acessível, a jornada financeira do tratamento. Na FIV, a complexidade das etapas dificulta a compreensão sobre os procedimentos, os custos envolvidos e o momento em que cada despesa ocorrerá. A equipe de enfermagem atua, então, como facilitadora da comunicação: emprega linguagem clara, verifica a compreensão das informações e identifica entraves que possam comprometer a continuidade do tratamento.

 

Respaldo na prática avançada de enfermagem

Essa ampliação do escopo da enfermagem ao longo da jornada do paciente encontra respaldo na literatura internacional. O Royal College of Nursing, no guideline Advanced Level Practice for Fertility Nursing, destaca a importância de uma abordagem integral do indivíduo, considerando suas diferentes necessidades ao longo do cuidado. Nessa perspectiva, a atuação do enfermeiro abrange promoção da saúde, cuidado, aconselhamento, avaliação, diagnóstico, encaminhamento, acompanhamento dos tratamentos e alta, escopo dentro do qual a orientação sobre o planejamento financeiro se insere naturalmente (ROYAL COLLEGE OF NURSING, 2024).

O documento também ressalta o desenvolvimento profissional e a qualificação da prática. A atuação em nível avançado envolve identificar lacunas de conhecimento e competências, desenvolver as habilidades necessárias à prática especializada, criar e implementar novas funções e estabelecer redes de colaboração com profissionais de maior senioridade. Trata-se de um caminho para ampliar a capacidade de resposta da enfermagem às demandas da assistência em fertilidade, fortalecendo a autonomia profissional, a qualificação do cuidado e a integração entre os membros da equipe de saúde.

 

Considerações finais

Compreender as etapas técnicas do tratamento é condição para orientar bem sobre os investimentos que elas geram. Quando a enfermagem participa da construção e da apresentação do orçamento, o documento deixa de ser apenas uma exigência legal e comercial e passa a cumprir uma função assistencial: ajudar o paciente a entender o que vai acontecer, quando e a que custo. Esse entendimento sustenta decisões mais conscientes e reduz interrupções evitáveis ao longo da jornada de tratamento.

 

Referências
BRASIL. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm. Acesso em: 5 set. 2026.

ENTRINGER, A. P. et al. Análise de custo de um centro de reprodução humana assistida no Sistema Único de Saúde. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 33, e33080, 2023. DOI: 10.1590/S0103-7331202333080.

FAUER, Alex J.; WILSON, Ryne. Hit the ground running: starting to manage personnel and budgets as a new nurse scholar. Asia-Pacific Journal of Oncology Nursing, v. 11, n. 8, 100533, 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/j.apjon.2024.100533.

GAMEIRO, S. et al. Why do patients discontinue fertility treatment? A systematic review of reasons and predictors of discontinuation in fertility treatment. Human Reproduction Update, v. 18, n. 6, p. 652-669, 2012. DOI: 10.1093/humupd/dms031.

GISBERT IRANZO, A. et al. Sperm selection using microfluidic techniques significantly decreases sperm DNA fragmentation (SDF), enhancing reproductive outcomes: a systematic review and meta-analysis. Biology, v. 14, n. 7, 792, 2025. DOI: 10.3390/biology14070792.

HUMAN FERTILISATION AND EMBRYOLOGY AUTHORITY. Treatment add-ons with limited evidence. London: HFEA, 2026. Disponível em: https://www.hfea.gov.uk/treatments/treatment-add-ons/. Acesso em: 5 set. 2026.

ISMAIL, Hossam Ali; KOTP, Mohamed Hashem; BASYOUNY, Hassan Ahmed Awad; ABD ELMOATY, Aliaa Ezz Eldin; HENDY, Abdelaziz; IBRAHIM, Rasha Kadri; ABDELALIEM, Sally Mohammed Farghaly; HENDY, Ahmed; ALY, Mohamed Ahmed. Empowering nurse leaders: leveraging financial management practices to foster sustainable healthcare – a mixed-methods study. BMC Nursing, v. 24, n. 1, art. 335, 2025. DOI: https://doi.org/10.1186/s12912-025-02981-6.

ROYAL COLLEGE OF NURSING. Advanced level practice for fertility nursing. London: Royal College of Nursing, 2024. Publication code 011 886. Disponível em: https://www.rcn.org.uk/Professional-Development/PDFs/RCN-Advanced-Level-Practice-for-Fertility-Nursing-UK-pub-011-886. Acesso em: 5 set. 2026.

BAIXE AQUI O PDF DO BOLETIM